Zanette
Comerciais · Toledo · 2025 · fotografia
Projeto de interiores para o escritório de uma construtora, com laje aparente, divisórias de vidro e esquadria preta, madeira ripada e uma sequência de ambientes que vai da recepção formal à copa de convivência.

- Tipo
- Comercial
- Local
- Toledo/PR
- Ano
- 2025
- Escopo
- Projeto de interiores comercial: layout, marcenaria, iluminação, seleção de mobiliário e detalhamento executivo
- Situação
- Concluído
O ponto de partida
Uma construtora que precisava de um escritório capaz de receber cliente, fechar negócio e abrigar a equipe técnica no mesmo pavimento. O espaço tinha pé direito generoso e uma estrutura de concreto que valia mostrar em vez de esconder.
O que o espaço pedia
A empresa vende obra, então o escritório precisava provar competência já na chegada, sem virar um ambiente rígido para quem trabalha ali o dia inteiro. Era preciso conciliar salas fechadas para reunião e negociação com um miolo de trabalho coletivo, garantir privacidade acústica sem escurecer o pavimento, e dar à marca um lugar físico reconhecível.
A ideia que orientou o projeto
Duas temperaturas convivendo no mesmo pavimento. A frente, de recepção e diretoria, é resolvida em madeira escura, pedra e preto, com forro fechado e luz precisa. O miolo é o oposto: laje de concreto aparente, eletrocalhas pretas à mostra, trilho eletrificado e vidro. A madeira ripada é o elemento que atravessa as duas partes e mantém o escritório reconhecível de ponta a ponta.

Decisões que deram forma ao ambiente
A recepção foi tratada como fachada interna. A parede ripada em madeira escura recebe a marca em letras caixa, e a bancada é uma chapa de pedra cinza de veio marcado, apoiada em base recuada para parecer mais leve do que é. O pendente de linhas quebradas em metal preto ocupa o vazio acima da bancada e dá escala ao pé direito.
Ao lado da entrada, a espera aproveita a vitrine para a rua. A parede escura recebe duas arandelas lineares desencontradas, e as poltronas brancas de estrutura preta ficam voltadas para dentro, com a luz natural chegando de lado.
O forro de madeira que desce da entrada até a recepção resolve a transição do porcelanato branco polido, usado nas áreas de chegada e circulação, para o piso amadeirado das salas de trabalho e reunião.
A sala da diretoria trabalha com painel ripado atrás da mesa, marcenaria em lâmina escura e uma linha pendente contínua sobre o tampo. Os mapas emoldurados da cidade, retroiluminados na borda, ocupam a parede clara e explicam de imediato o que a empresa faz. No forro de madeira, os perfis de luz foram desenhados em ângulos que acompanham a profundidade da sala.
A sala de reunião é o ambiente mais fechado do escritório: paredes pretas, marcenaria em lâmina de madeira com nicho iluminado, mesa de pedra escura de veio branco e uma única linha de luz pendente sobre ela. A televisão fica embutida no painel de madeira, sem cabeamento aparente.
O lounge interno recebe cliente em um clima menos formal, com sofás de couro preto capitonê, mesas de centro redondas sobrepostas, tapete de couro em tons de cinza e um frigobar embutido na marcenaria escura, ao lado do painel ripado.
No miolo do pavimento, as salas individuais foram feitas em divisória de vidro com esquadria preta, com faixa de vidro jateado na altura do olhar. Isso mantém a luz atravessando o pavimento inteiro e resolve a privacidade sem parede. O adesivo de frase na sala envidraçada aparece de dentro e de fora, e vira parte do desenho da divisória.
O corredor entre as salas termina em um painel ripado de piso a teto que esconde a porta de acesso ao setor seguinte. A luminária articulada de parede e a poltrona de fio preto transformam o fim do corredor em um ponto de permanência, não em um beco.
Nas estações de trabalho, a estante embutida em madeira com fita de LED nas laterais organiza documentos e equipamentos, e as perspectivas dos empreendimentos ficam alinhadas acima dela, em um mesmo eixo.
A copa foi resolvida em cimento queimado, com a bancada apoiada em um gabião de pedras e banquetas metálicas. O jardim preservado cobre a parede inteira, com o nome da empresa em luminárias de metal perfurado sobre a folhagem, e o armário suspenso em madeira corta a composição no meio.
Materiais e acabamentos
Laje de concreto aparente, cimento queimado, porcelanato branco polido, piso amadeirado nas salas, madeira ripada e lâmina de madeira escura, pedra cinza de veio marcado na recepção, pedra escura na mesa de reunião, divisórias de vidro com esquadria preta e faixa jateada, vidro jateado, jardim preservado, gabião de pedras, metal preto fosco, couro preto, tapete de couro, eletrocalha aparente, trilho eletrificado, perfis de luz embutidos no forro de madeira e fitas de LED em nichos e molduras.
Galeria
A marca aplicada sobre a madeira, no primeiro plano de quem chega A espera aproveita a vitrine e a luz que vem da rua Os mapas dizem o que a empresa faz antes da primeira frase Onde a conversa acontece sem mesa no meio O corredor termina em madeira, não em porta A estante ilumina e organiza a mesma parede O miolo do escritório trabalha com a estrutura à vista A copa é o avesso da recepção, e isso é proposital O fim do corredor virou lugar de ficar
Um espaço com a identidade de quem o vive
A frente recebe cliente com madeira, pedra e luz medida. O miolo trabalha com a estrutura à vista, do jeito que uma obra é antes de ficar pronta. As duas leituras convivem no mesmo pavimento porque as duas dizem a verdade sobre a empresa.